terça-feira, 12 de janeiro de 2010

\\*// LOURO da TERRA RONCA\\*//
Chegamos ao Parque estadual da Terra Ronca no dia 28 de junho de 2009.

Era noite e estava frio, mas fomos muito bem recebidos na casa do guia Ramiro.
Havia um lindo papagaio na árvore que fica na porta da casa.

Ao lado de alguns filtros dos sonhos lá estava ele; que com suas lindas penas coloridas encantava à todos que por ali passavam.


Porém algumas pessoas me alertaram de que ele era bravo e não gostava de crianças.

Diziam que ele até voava atrás das crianças para morde-las.


No dia seguinte partimos para um encontro encantado em um sítio no interior do parque. O encontro durou uma semana, mas nós ficamos quase um mês neste sítio. Depois disso ficamos quase um mês hospedados na casa do Ramiro para ir nas magníficas cavernas da região e só assim nós podemos conhecer melhor este papagaio Louro louco.

Como me disseram que ele não gostava de crianças eu tinha receio de ele machucar a Maiara. E um belo dia ele vôo bem próximo a ela e desceu bem ao seu lado e foi em sua direção. Eu disse para ela assim:

_ Cuidado filha!

_ Todos disseram que ele não gosta de criança.

Mesmo assim ela não teve medo e continuou em seu lugar.

Eu cheguei a falar de novo, mas ela não me deu ouvidos.

Entrei no galpão e quando voltei, fiquei muito surpresa!

Ele estava pousado em seu ombro e assim permaneceu feliz durante horas.

A partir daí era quase impossível separar essa pequena dupla ilustre.

Ela falava e ele respondia. Conversavam de verdade. Chegavam a ficar minutos se comunicando através de um som bem agudo.

Como vocês podem observar no vídeo abaixo:

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Bastava ele escutar a sua voz há uns 300 metros e ele voava em sua direção e pousava em seu ombro. Quando ela dormia ficava ao lado observando e não deixava ninguém chegar perto. Quando o próprio estava pousado em seu ombro nenhuma pessoa conseguia se aproximar dela sem levar uma bicada.

Ela acordava e ele pousava em seu ombro e em sua cabeça.

Todos ficavam encantados e surpresos quando olhavam tamanho amor e apego entre uma criança e um animal.

Muitos falavam para mim assim:

_ Nossa ela é índia mesmo!

_Esse papagaio nunca gostou de nenhuma criança e ainda voava atrás para morder.

Como pode!?

Ela o pegava, o acariciava, colocava o dedo em sua boca, mexia nas patas, asas, virava ele de cabeça para baixo e ele não fazia absolutamente nada.

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Era Um Louro literalmente louco. Louco louco por ela.

Às vezes nós íamos explorar algumas cavernas com amigos, ou com o Ramiro.

Ele sempre ia atrás dela. Era muito difícil fazer-lo voltar para casa.

Eu mesma tomei muitas mordidas quando tinha que tirar ele. Às vezes a própria Maiara pedia para eu tirar porque as garras do pássaro estavam machucando o seu ombro.

Quando nós voltávamos de nossos passeios, ainda distante da casa ele escutava a voz dela e vinha alegre voando em sua direção.

Ele se apaixonou por ela!

Ficava atrás dela de dia e até mesmo de noite.

Sentia ciúmes e a protegia.

Sempre me recordo de uma vez que ela dormiu antes de mim e quando sai de perto dela ele veio. Ele foi e vôo bem pertinho dela. Foi andando em sua direção. Ele ficou menos de 5cm de distância do seu nariz. Acordado observando ela dormir. De 15 em 15 minutos eu ia olhar se ela estava bem e ele estava de olhos abertos e assim ficou por horas apenas olhando a Maiara.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Brincando no meu quartinho!

Olá meus muito queridos amigos!
Obrigada pela visita!

Hoje convido vocês para fazer um passeio emocionante pelo meu quarto!

Venham comigo!

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Vou mostrar o que faço quando não estou viajando pelo mundo ou passeando pela natureza!
Vou mostrar a vocês as coisas que mais gosto no meu quartinho!
Meu cavalinho, minha mesinha, meu pianinho...

Que Tal começar...
Cavalgando no Arco-Íris!

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Este é o meu cavalinho!

Foi o vôvô que me deu de presente.
Eu fiquei muito feliz, pois não canso de brincar nele.
Gosto muito de ver o filme "Spirit" nele.
É como se eu estivesse no filme, cavalgando no cavalinho ao lado de meu parente.
Sou apaixonada por cavalos!

Esta paixão certamentnão veio por acaso...

Olhe mamãe e o cavalinho!

Esta é a minha super mesinha.

Nela eu desenho, toco pianinho e "papo" meu "papa" todos os dias!

De manhã tomo mingau, de tarde almoço, lancho e pela noite janto feliz.

Eu adoro ver um bom desenho quando estou comendo.




Bebo suquinho de laranja (adoro), de uva, de limão, mate, chazinho de morango(é o chá que mais gosto)...


Na minha mesinha eu também gosto muito de pintar e de tocar Pianinho!

Quer ver como eu toco?

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Alguns detalhes do meu lindo quartinho:

Banquinho do Xingu











Este é o meu banquinho do Xingu
É um banquinho de madeira escupido na própria árvore.
Trouxemos ele do Xingu.

Mamãe carregou ele em sua mala do interior do Mato Grosso até o meu quartinho.

Ele é um pouco pesado, mas é maravilhoso.
Gosto muito de sentar nele também.

Últimamente tenho ultilizado ele para pintar no meu quadro negro.

Pois fica na altura certinha do meu quadro.

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Dica: Nunca esqueçam de sempre conferir se o giz que você compra para o seu filho é atóxico.

Pois há uma grande provabilidade de ele fazer a mesma coisa do que eu. rsrsrs

Isso vale para o giz e para tudo!

Lápis de cor, tinta, giz...

Tudo precisa ser atóxico, para que não tenhamos nenhuma alergia.

Nossa pele e nosso organismo saõ muito sensíveis!


Todos os dias, mesmo que lá fora não haja sol...

Eu tenho um sol bem grande e um lindo Arco-íris no meu quarto para tornar o meu dia mais bonito e alegre!

Na textura azul simulando o mar, mamãe colocou uns peixinhos. Mamãe colou atrás deles um tecido para eles colarem na parede. assim eu posso mudar eles de lugar sempre quando quero.





Nas pilastras do meu quarto, mamãe não deixa de lembrar dos meus queridos parentes.
Tem estrela do mar, minha foto com o cocar dos Cinta Larga, tem foto do titio Takumã e do titio Kupei pois gostamos muito deles!

Esta vendo os vasinhos na janela?
Outra coisa que gosto muito de fazer, mas ainda não fizemos registro é regar minhas plantinhas.
Todo dia de manhã, rego o meu trevinho de quatro folhas e todas as outras plantinhas da casa.

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Agora quer ver eu tocando violão e cantando Zézé sentada na minha caminha?

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Agora não precisa bater palmas!
Eu estou "mimindo"!
É nessa caminha que eu gosto de "mimir".
É assim que eu falo com minha mamãe quando estou com sono.

Mamãe quero mimir!

Quero mama, mimi, mamãe!

Pego a mão dela e levo até a cama, para que ela durma junto comigo.

E se eu acordar e não a ver perto de mim...

Eu chamo, chamo, chamo.

Até que ela apareça!

Mamãe quero mimi!!!


E essa é a minha querida mamãe que me leva para as mais incríveis aventuras e que sempre me mantém em constante contato com a mãe natureza.

Ela me enche de amor e carinho todos os dias além de me dar muito leitinho!

Esta sempre brincando comigo no meu quartinho.




Obrigada pela visita!

É muito bom ter você aqui.

Volte sempre!

beijos

Maiara



quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Eu e minhas aventuras na Chapada Diamantina






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Chapada Diamantina





A Chapada é repleta de lindos lugares fantásticos.


Vou começar falando do lugar que mais me encantou.





O vale do Pati!




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TRAILLER DO MEU FILME




Este vídeo é apenas uma amostra de uma incrível aventura.
Este trecho apresenta o extraordinário Vale do Pati e a fantástica Maiara.
Foi uma edição feita especialmente para o blog revelando a magia do Pati!
As imagens foram feitas em Julho de 2007 e Fevereiro de 2008 em um paraíso que fica localizado no interior da Bahia.
Além do Vale do Pati, a Chapada Diamantina é repleta de outros lugares exuberantes.





Entre eles lagos encantados de água cristalina, cavernas misteriosas, cachoeiras extraordinariamente lindas, morros, rios e vales fabulosos formando verdadeiros espetáculos da natureza.


Vale do Pati
A trilha do Pati é uma das mais conhecidas no circuito do trekking nacional.



O Vale do Pati reúne inúmeras belezas naturais; repleto de rios, serras, plantas e quase tudo que a chapada tem a oferecer em um só lugar.
A trilha do Pati é feita em no mínimo três dias.

Foto feita encima do Rala Bunda





















Como mamãe estava comigo e sua mochila estava muito pesada nós fizemos em nove dias, aproveitando ao máximo cada lugar .
Não tínhamos pressa, logo passamos nove dias curtindo o sertão da Bahia em grande estilo!



Camping do seu Dai


Vale do Capão


Foi dai que eu parti.

Este é um do quartos que fica no famoso camping do "seu Dai".



Andando do Vale do Capão para o Bomba já São 7km.



Saindo do Vale do Capão pela Vila do Bomba, dando a volta no Calisto e retornando até o Vale do Capão, são mais de 80 km. È uma trilha muito radical que exige muito preparo e resistência.
Principalmente levando um bebê, pois na última viagem eu já estava pesando 11 kg.
Mamãe que se cuide!


Após sair do Bomba e subir uma grande serra chegamos ao Córrego das Galinhas.


Mamãe logo após chegar no Córrego das Galinhas.








Bem no fundo, lá em baixo é o Vale do Capão. Lugar de onde saímos.




Córrego das Galinhas
O nome achamos um pouco estranho. Pois além de não encontrar galinhas o chão é repleto de pequenos cristais que brilham refletindo a luz do sol.




Este foi um lugar que nós aproveitamos muito.


Eu principalmente!



É um córrego muito lindo de água cristalina onde já acampamos muito.



Tanto em julho de 2007, quanto em fevereiro de 2008.



Na última viagem, passamos três dias lá. Porque este é um lugar muito querido por nós.



Andando pelas pedras, você encontra muitos cristais. Pequenos, mas perfeitos!



Quando estou lá não canso de brincar neste incrível córrego.


Fico tomando banho, brincando com a água, procurando cristais...


Fazemos fogueira para aquecer durante a noite e para fazer comidinha também.




A vista é deslumbrante!




Podemos ver o Bomba, o Vale do Capão, A Serra do Sincorá e muitas outras montanhas.
E a noite são milhões de estrelas!



Perdemos a conta de tantas estrelas cadentes que já vimos por lá.














































Levamos um fogareiro a álcool.


Porém tivemos uma bela surpresa.


Quando resovemos fazer uso do mesmo...




















O fogareiro


Tentamos acender o fogo e percebemos que o ácool não pegava fogo.


Mamãe disse: -Como pode álcool não pegar fogo?!


Resolvemos então ler sua embalagem...


Aí a surpresa!


Seu volume era de apenas 30%.



Resultado: Comida na lenha todos os dias!




Para nós foi perfeito!




Dica: Quando forem comprar um álcool para fazer fogo, nunca esqueça de conferir a porcentagem!




Por mais que seja muiuto legal fazer comida na lenha, é sempre bom ter uma garantia de fogo.


Pois quando chove a lenha fica molhada.


E ai...


Logo após sair do córrego, encontramos os Gerais do Vieira.



Gerais do Vieira


Gerais do Vieira em Fevereiro de 2008


Após subir a serra e passar dois dias no córrego das galinhas, nos deparamos com os Gerais do Vieira.



Gerais do Vieira em julho de 2007É uma região alta e relativamente plana cercada de serras pontiagudas, cheia de rios, cachoeiras e com vista para o Vale do Paty de um lado e o Vale do Capão do outro.



Vale do Pati


Julho de 2007


Gerais No caminho cruzamos a Serra do Sincorá, por altitudes que variam entre 400 e 1.400m.
Atravessa campos de altitude e sobe e desce os vales dos rios Ancorados e Lapinha.



Durante a travessia, existem caminhadas com piques de 20 km diários por subidas e descidas muito íngremes.



E depois de andar muitos Quilômetros pelos Gerais é preciso subir o "quebra bunda"!



Quebra Bunda


Não é por acaso que uma das trilhas possui o nome de "Quebra Bunda".
A subida é muito íngreme!








Foto: Biquinho no "Rala Bunda"















Subimos durante noite com a Lua cheia e como o cansaço era muito forte, resolvemos dormir encima do "Rala Bunda".




Quando mamãe esta subindo o “Rala Bunda”, eu estava com muito Sono. Pois já havia caminhado bastante durante o dia.








No céu estava uma linda Lua Cheia e linda!











Saímos do Córrego das Galinhas após o almoço e quando chegamos ao começo da subida já eram umas 22h00min.



Achamos melhor descansar encima do “Quebra Bunda”. Mamãe fez mingau para mim (na lenha como sempre). E assim foi mais uma ótima noite de sono. Pela manhã, aproveitamos o visual exuberante para fazer estas lindas fotos.

















Adentrando no Vale após uns dias de caminhadas, encontramos algumas das 10 famílias que moram no vale. Ganhei banana e muitos sorrisos deste povo que tão bem nos recebeu.
Neste tempo que passamos no Pati, podemos desfrutar da impressionante sensação de paz, isolamento total experimentada por quem faz esta trilha. Não existe energia elétrica, televisão, celular, não há ruas, nem carro de espécie alguma.
Para chegar até a estrada, descemos com muito cuidado a encosta do "Rala Bunda".
Foi muito difícil. As pedras rolam durante toda a descida e a grande mochila atrapalha bastante, pois além de muito íngreme, a descida é um pouco estreita. Chegamos à Igrejinha no final da tarde que fica bem próxima a descida do Rala Bunda, com vista para o Morro do Castelo .

Igrejinha





Vista para o Morro do Castelo.




Na igrejinha encontramos também um chuveiro onde pudemos tomar um banho frio maravilhoso!

















Dormimos em um saco de dormir pois como lá não é tão frio, não precisamos de barraca. Há uma sala para que todos possam dormir.
Passamos dois dias na Igrejinha se preparando para o longo caminho que enfrentariamos e para curtir bastante aquela área.

Bem próximo a igrejinha: Cachoeira dos Funis!




Cachoeira dos Funis



Tiramos um dia só para descansar e conhecer a cachoeira dos Funis.



Passamos um dia inteiro na cachoeira .










A cachoeira dos Funis é um conjunto de 3 quedas de água que termina em um poço muito gostoso onde podemos mergulhar e nadar
Mamãe nadou comigo até a queda de água.

















Os 3 lances somados alcançam uma altura de 70 metros.






















Após um bom banho, não há nada melhor do que curtir o sol, mamando em uma das acolhedoras pedras que ficam em volta do poço.



Depois voltamos para a Igrejinha onde tomamos banho e fizemos um rango bem gostoso. Bebemos chá de capim cidreira com um local. Eu adorei o chá. Estava uma delícia!



Foi tiro e queda e um pouco tempo dormi. E em quanto eu dormia mamãe e nossos amigos cantavam e tocavam instrumentos fazendo um som psicodélico sob a luz da linda lua.



No dia seguinte subimos o Morro do Castelo e dormimos lá encima.



A subida também é bem íngreme e com o forte sol que ilumina o sertão...




















Na foto a seguir estamos na boca da caverna dos Morcegos.


















Chegamos ao topo depois de umas três horas, já no final da tarde e em poucos minutos o sol se pôs.




O que achamos incrível é que dentro da Gruta dos Morcegos que fica encima do morro do castelo há uma fonte de água cristalina.



Gelada como se estivesse em uma geladeira natural.
Na manhã seguinte, deixamos as coisas na entrada da gruta e fomos explorar o morro do castelo Para isso, tivemos que atravessar a gruta por dentro, escalando montes de pedra do outro lado da gruta..



Os talheres...
Ao voltar mamãe preparou o almoço.
Foi uma Sopa de galinha (daquelas de saquinho).
Chegou na hora de comer e onde estão os talheres?
Esquecemos na bagagem que deixamos escondida no começo da trilha.
Para não subir e descer com muito peso, é tradição deixar no começo da trilha o excesso de bagagem escondida do mato e levar apenas o necessário para uma noite.
Por acaso mamãe tinha na bolsa menor uma concha do Sul da Bahia, de quando estávamos na aldeia Pataxó. Raspamos o “bumbum” da concha na pedra (a parte bicuda) e com um galinho local, colocamos no buraco da concha e improvisamos uma linda colher!
escemos o castelo no final da tarde e quando chegamos ao rio que segue da cachoeira dos Funis, já era noite e resolvemos dormir nas pedras na beira da cachoeira apenas no saco de dormir.
Tomamos um banho, mamãe acendeu a fogueira, jantamos e dormimos para mais um dia de aventura.


Era de manhã, umas duas horas após acordar na beira do rio.Rumos ao Calisto!



À partir deste ponto, caminhamos até o final da tarde.
Partimos de manhã bem cedo demos a volta no morro do castelo, passando pela “prefeitura”.



PrefeituraAo passar pela prefeitura, avistamos pessoas na janela da casa ao lado



Nós fomos pedir um copo de água, pois estávamos com muita sede.




Eles ficaram surpresos por mamãe ser tão pequena e por conseguir me carregar por tantos quilômetros. Na última vez em que estive no Pati, eu tinha 1 ano e 9 meses e estava com 11 kg.



Ele nos receberam muito bem e nos ofereceram algumas bananas.



Aceitamos e ficamos muito felizes! Elas estavam deliciosas.




Subimos e descemos muito, encontramos uma mula, sozinha no meio da montanha e subimos e descemos mais um pouquinho até chegar à fantástica cachoeira do Calisto.



Cachoeira do Calisto
Já era final da tarde e nós corríamos de um lado para o outro caçando lenha para o jantar.
Estávamos com pressa, pois quando chega à noite é mais difícil conseguir lenha.








Fome!



Esta escurecendo!



Cade a lenha para jantar?



E...











Conseguimos lenha suficiente!
Fizemos amizade com outro grupo que encontramos por lá.
Mamãe fez o último mingau, dormimos no saco de dormir encima de uma grande pedra e havia muitas estrelas no céu encima de nós. Eu dormi logo, mas mamãe passou horas conversando com as estrelas naquela noite.

Ela fez bem, pois o dia seguinte não era de muitas estrelas...



Estávamos no meio do caminho e nos demos conta de que a comida estava acabando.
O tempo mudou, acordou nublado.




Mas mesmo com o tempo fechado nosso sorriso continuou aberto.




Tomamos um banho de cachoeira maravilhoso, tiramos algumas fotos (esta acima é uma delas) e umas duas horas após o café da manhã (mingau, biscoitinho e granola) começou a cair um forte temporal.




Alguns minutos antes do temporal, mamãe abriu um pacote.








Hummmmmmmmmmm...




Era um biscoitinho de doce de leite!




Vocês não fazem idéia de como ele estava gostoso...








Nós ainda comíamos os últimos biscoitos da embalagem, quando derrepente:



Cabum! Cabum! O outro foi bem pertinho: Páaaaa!





O... Ou...






Começou a Pingar.


Os pingos foram engrossando...



O céu parecia uma cachoeira!


A cozinha estava protegida, pois ficava embaixo de uma pedra bem grande.
Arrumamos a bolsa em meio a muitas trovoadas.




Vesti meu casaco de guerra, minha capa de chuva e parti no colo de mamãe.










Caiu muita, muita água do céu.
E nós precisávamos voltar.
















Pois além da chuva, a comida estava acabando!


E além de tudo isso, sem fogareiro como iríamos conseguir lenha seca na chuva?



A cachoeira virou um rio e nós tivemos que atravessar ela assim mesmo.


A chuva não parou e durante todo o dia foi assim. Subindo e descendo montanhas sob muita chuva.




Queríamos andar o máximo possível, pois havia pouca comida.






Bifurcações no bosque, muita chuva ...



Como atravessar o Rio?



Qual é a trilha certa?





Voltando para os Gerais...



Der repente, estávamos em um bosque e a trilha tinha muitas bifurcações. Fomos a uma não deu, em outra não deu o céu estava escurecendo e resolvemos voltar e acampar fora do bosque.
Não havia um local próprio para acampar e era muita chuva mesmo.




A barraca furou e a chva continuou por toda a noite...



Viva a santa canequinha!







Foi difícil montar a barraca e a primeira coisa que mamãe fez foi m colocar dentro da barraca. Pois estava muito frio. A barraca furou e entrou muita água, menos onde eu estava, pois ela preparou um cantinho bem especial e sequinho para mim. Mas ela quase não dormiu, tirando a água da barraca com uma canequinha.



O que comer sabendo que há muitos quilômetros pela frente?


Nosso café foi de muita granola, leite em pó e uma lata de sardinha.


Tio Xandy saiu bem cedo para achar a trilha certa e achou!




Achamos a trilha!



De manhã a chuva estava mais fraca e chegou até a parar por alguns instantes.
A dificuldade era achar o ponto certo para atravessar este córrego.



A passagem certa ficava bem ai onde eu estou sentada.



Neste dia, saímos as 10 h da manhã, atravessamos o rio, passamos pelos pés dos morros, pela Toca do Gaúcho onde almoçamos o último sopão e só chegamos ao Vale do Capão às 22h00min, de noite!

E assim foram os nove dias. Com lindas paisagens, muitas aventuras, muita paz e muita natureza.





Tomando banho de rio, córrego, chuva ou cachoeira. Fazendo comida na lenha. Com a luz do sol, da lua e das estrelas em contato direto com a força que nos faz viver. Obrigada mãe natureza! Por me dar este prazer de saber como é estar mais de 24hs em contato direto com você!




Desejo que todos vocês tenham o prazer de conhecer a natureza e ter um contato bem forte com o meio ambiente como eu tenho tido desde que nasci.

Gruta do Lapão


Nós percorremos o interior da caverna que possui mais de 1 Km de extensão.



Dentro da Guruta passa um Rio.


É incrível, em um breu total muita água correndo.


Foi a maior gruta que eu já percorri!


muito escuro e um pouco frio dentro da caverna.


Há muito morcegos também!
























Do alto da maior gruta de quartzito do país, a 40 metros de altura, é possível curtir muita emoção fazendo rappel e bung jump.




Olha que flor mais linda!



Foi mamãe que bateu esta foto enquanto eu brincava com as pedrinhas.















Cachoeira do Serrano


A cachoeira do Serrano fica a 15 minutos a pé de Lençóis.
Ela é maravilhosa!





São muitos e muitos poços!






A água tem cor de ferrugem por causa do alto teor de ferro.





Olhe a abelha linda que achamos na cahoeira!









Cachoeira da Fumaça


Julho de 2007



Palmeiras

Salvador


Julho de 2007 Como moramos no Rio, em 2007 nosso roteiro foi ir de avião para Salvador e de lá pegar um ônibus para o interior da Bahia.






Aldeia Pataxó


Sul da Bahia


Janeiro de 2008


Já em 2008 nosso roteiro foi bem diferente.
Resolvemos passar um mês na aldeia Pataxó da Barra Velha no Sul da Bahia.



Foram 30 dias de muita algria!



De lá partimos para a Chapada Diamantina.



Este é o titio Tamaru.



Ele é muito legal!



Nos conhecemos aqui no Rio.



A aldeia é pertinho da praia e quase todos os dias nós tomávamos banho de mar.



E não faltaram amiguinhos Pataxó para brincar comigo.



Brinquei muuuuito!




Esse é o Itaruana é um grande amigo meu e da mamãe.



Nós sempre íamos juntos para a praia, para o lago de dia e de noite.



Caminhávamos Km juntos andando para o centro de cultura dançar e cantar um aue!



Esta é a titia Norma. Nós gostamos muito dela!



Fomos juntas eu, mamãe e ela para a aldeia Pataxó.